Tecnologia RFID no Controle de Ativos: como está sendo usada no Brasil

Tecnologia RFID no Controle de Ativos: como está sendo usada no Brasil

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Tecnologia RFID no Controle de Ativos
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O crescimento foi de 135% em dois anos. Entre 2023 e 2025, o uso de etiquetas RFID patrimoniais no Brasil saltou de 3,1% para 7,3% das empresas, segundo a 4ª edição da pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado, conduzida com 285 profissionais do setor. 

O número pode parecer modesto em termos absolutos, mas o ritmo de crescimento conta uma história diferente: o RFID no controle de ativos está deixando de ser projeto-piloto de grandes corporações para se tornar parte do planejamento patrimonial de empresas de médio porte em setores com alta exigência de rastreabilidade.

O que muda quando uma empresa adota o RFID para o controle do ativo imobilizado não é apenas a velocidade do inventário. Muda a natureza do processo: de uma contagem anual que paralisa equipes durante dias para um monitoramento contínuo que identifica movimentações em tempo real, sem interrupção da operação.

O que é RFID e como funciona no contexto patrimonial

RFID é a sigla de Radio Frequency Identification, tecnologia de identificação por radiofrequência que permite a leitura de dados armazenados em etiquetas eletrônicas sem contato físico e, dependendo do tipo de frequência, sem necessidade de linha de visão direta entre a etiqueta e o leitor.

No controle de ativos, o sistema opera com três componentes integrados. As tags (etiquetas) são fixadas nos bens e contêm um microchip com identificador único que armazena os dados cadastrais do ativo. Os leitores são dispositivos portáteis ou fixos que emitem sinais de radiofrequência, captam a resposta das tags e enviam os dados coletados ao sistema de gestão. A plataforma de gestão recebe, processa e armazena esses dados, integrando-os ao ERP contábil e gerando relatórios de localização, movimentação e status de cada ativo.

Para o controle patrimonial corporativo, a frequência UHF (Ultra High Frequency) é a mais utilizada por permitir leitura de múltiplos itens simultaneamente a distâncias de 3 a 10 metros, o que viabiliza o inventário de grandes volumes de ativos em fração do tempo que os métodos manuais ou de código de barras demandariam. 

A principal vantagem do RFID em relação ao código de barras é sua capacidade de realizar leituras sem que a etiqueta esteja visível, permitindo identificar ativos instalados em locais de difícil acesso, como painéis internos, estruturas metálicas ou ambientes industriais com grande volume de equipamentos.

Como o RFID está sendo usado no Brasil por setor

O setor de saúde lidera a adoção do RFID patrimonial no Brasil com 35,3% de participação entre as empresas que utilizam a tecnologia. O perfil do segmento explica esse pioneirismo: hospitais, clínicas e laboratórios operam com alto volume de equipamentos de alto valor, muitos deles sujeitos a manutenção preventiva obrigatória e rastreabilidade regulatória. 

Equipamentos biomédicos, monitores, bombas de infusão e cadeiras de roda são ativos que se movem constantemente entre unidades, andares e alas, tornando o rastreamento manual ineficiente e propenso a erros.

Com RFID, hospitais conseguem localizar qualquer equipamento em tempo real sem interromper a operação assistencial, reduzem o tempo entre a solicitação e a disponibilização de equipamentos para procedimentos e mantêm histórico de movimentação que serve tanto ao controle patrimonial quanto à rastreabilidade regulatória exigida pela ANVISA.

Indústria: inventário de parques com alto volume de ativos

Em ambientes industriais, o RFID resolve o problema clássico de inventários que paralisavam seções inteiras da produção por dias. Com leitores portáteis UHF, técnicos conseguem cobrir dezenas de equipamentos por minuto, sem precisar acessar fisicamente cada bem ou interromper a linha de produção.

Segundo dados de projetos realizados no Brasil, a adoção de RFID para gestão patrimonial em indústrias reduz a perda e o extravio de ativos em até 70% e eleva a precisão de leitura a 99,8%, transformando o inventário de um evento anual estressante em uma rotina de horas. 

Para a conciliação contábil que segue o levantamento, essa acurácia significa menos inconsistências entre o físico e o razão, o que reduz diretamente o tempo e o custo da auditoria independente.

Energia e infraestrutura: ativos dispersos em território amplo

Empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica enfrentam um desafio patrimonial único: seus ativos estão dispersos em milhares de quilômetros de linhas, subestações e usinas, muitas vezes em locais de difícil acesso. O inventário patrimonial, obrigatório para conformidade com o CPC 27 e com a regulação da ANEEL, historicamente consumia meses de trabalho de campo com equipes numerosas.

Com RFID, o tempo de campo é drasticamente reduzido e os dados chegam ao sistema central em tempo real, eliminando a etapa de digitação posterior e os erros de transcrição associados.

Logística e centros de distribuição: rastreamento de ativos operacionais compartilhados

Em centros de distribuição, o RFID é aplicado ao rastreamento de ativos operacionais compartilhados: empilhadeiras, coletores de dados, impressoras e rádios circulam entre setores e turnos sem registro formal de movimentação. O resultado histórico eram perdas por extravio e tempo gasto na localização de equipamentos antes de cada turno.

Com portais RFID instalados nos acessos às áreas operacionais, cada movimentação é registrada automaticamente, gerando histórico completo de localização de cada ativo sem intervenção humana.

Setor de bebidas: controle de ativos retornáveis

Distribuidoras do setor de bebidas utilizam RFID para rastrear ativos retornáveis, principalmente barris, garrafeiras e pallets. Cada ativo recebe uma tag rígida UHF e é rastreado da saída da fábrica até a entrega ao ponto de venda e o retorno ao parque. Isso resolveu um problema histórico do setor: a perda e o desvio de ativos retornáveis, que representavam prejuízos significativos anualmente em bens que eram registrados como ativo imobilizado, mas raramente localizados com precisão em inventários manuais.

Benefícios reais medidos pelas empresas que adotaram

Os resultados do RFID no controle de ativos no Brasil são documentados em projetos de implantação e evidenciados em dados setoriais:

  • Redução do tempo de inventário: empresas que implementam RFID em processos de inventário reduzem em até 25 vezes o tempo necessário para o levantamento físico de ativos, com ganhos significativos em precisão das informações, conforme estudo publicado pela GS1 Brasil. Em projetos de parques industriais, a etapa de campo cai de dias para horas, chegando a até 95% de redução de tempo.
  • Redução de perdas: a automação patrimonial com RFID reduz perdas e extravios de ativos em até 70% em projetos conduzidos no Brasil. Essa redução tem impacto direto no imobilizado: menos reposições de bens que “desapareceram” sem baixa registrada e menos compras redundantes de ativos que existem na empresa, mas não eram localizados.
  • Acurácia e conformidade contábil: uma base de ativos verificada por RFID sustenta a depreciação correta, elimina os ativos fantasmas que inflam balanço, seguro e tributos, e dá segurança à auditoria. Empresas que usaram RFID em projetos de inventário antes de processos de auditoria independente relatam redução significativa no número de ressalvas e no tempo dedicado pelos auditores à verificação física do imobilizado.
  • Impacto concreto em ajustes contábeis: em um caso documentado no Brasil, uma empresa do setor industrial reduziu seus ajustes contábeis de R$ 3 milhões para R$ 300 mil após a implantação de inventário patrimonial estruturado com RFID. A consistência entre o físico e o contábil, antes impossível de manter com processos manuais, passou a ser o padrão operacional.

O que avaliar antes de implantar RFID no controle de ativos

A tecnologia amplifica o que existe na base patrimonial. Isso significa que implantar RFID sobre um cadastro patrimonial desatualizado, com inconsistências de localização, bens duplicados ou lançamentos sem individualização, apenas automatiza o caos em vez de resolver o problema.

A sequência correta de implantação começa com o inventário físico completo e a conciliação patrimonial para sanear a base existente. Somente após essa regularização o RFID passa a funcionar como ferramenta de controle contínuo sobre uma base que é confiável desde o início. 

Para entender como esse processo de regularização funciona antes da implantação tecnológica, leia o artigo sobre regularização patrimonial: o que é, riscos de não fazer e como regularizar o ativo imobilizado.

Além da preparação da base, três decisões técnicas determinam o resultado do projeto:

  • Tipo de tag adequado ao ambiente: ambientes com presença de metal, água, vibração intensa ou exposição química exigem tags com especificação mais robusta do que as utilizadas em escritórios ou hospitais. A escolha errada da tag é uma das causas mais comuns de desempenho abaixo do esperado em projetos de RFID industrial.
  • Frequência de leitura conforme o cenário: para inventário de alto volume a distâncias maiores, UHF é a escolha correta. Para aplicações de toque ou distâncias muito curtas, NFC (que é uma variante HF) pode ser mais adequado. Misturar as frequências sem planejamento gera incompatibilidades de sistema que comprometem o projeto.
  • Integração com o ERP: sem integração real entre o sistema de RFID e o ERP contábil, os dados coletados em campo precisam ser exportados e importados manualmente, o que recria o problema que a tecnologia deveria eliminar. A especificação da integração deve acontecer antes da implantação, não depois.

Como a RRK aplica RFID no controle patrimonial

A RRK Soluções Patrimoniais foi pioneira na introdução de tecnologias de controle de campo no Brasil, tendo implementado código de barras e Palm Pilot no setor patrimonial antes que essas ferramentas fossem padrão de mercado. 

Hoje, nossa plataforma tecnológica, a RRK Tech, oferece soluções de inventário e controle patrimonial com RFID, NFC e QR Code, integradas a plataformas de Business Intelligence para monitoramento em tempo real.

Nossos projetos começam com inventário físico completo e conciliação contábil, garantindo que o RFID seja implantado sobre uma base patrimonial saneada e auditável. Para entender como o RFID se conecta à gestão mais ampla do ativo imobilizado e quais indicadores de retorno avaliar antes de iniciar um projeto, leia o artigo sobre gestão do ativo imobilizado: principais desafios das empresas. Conheça nossa solução de controle patrimonial.

Se sua empresa está avaliando a adoção de RFID no controle de ativos ou quer entender qual tecnologia de identificação faz mais sentido para o seu cenário e volume de bens, fale com os especialistas da RRK.

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